Tiago Velasco

Por: Tiago Velasco » 22/01/2009

Bangalafumenga: CD novo pro Carnaval

Um dos blocos mais bacanas do Rio, o Banga vai tocar até em Portugal

O Bangalafumenga – ou apenas Banga, pros íntimos – aproveita os dias que antecedem o Carnaval pra lançar o segundo disco, “Barraco dourado”, oito anos depois do CD de estreia. Aproveitamos o período pra bater um papo com o cabeça da trupe, Rodrigo Maranhão (O preferido da nova geração de cantoras). Ele falou sobre a separação de sua carreira solo da carreira do bloco, de seu ciúme em relação ao Banga e o orgulho que tem de a “bateria ser formada em casa”. Confira.

1 - Já se passaram mais de dez anos desde que o Bangalafumenga começou. O que mudou nesse meio tempo?
Filosoficamente, não mudou nada. Ainda somos uma turma de amigos querendo se divertir. Mas é claro que muita coisa mudou. O Banga sempre buscou um caminho independente, e foi preciso se estruturar pra isso. Hoje, posso dizer que temos um dos blocos mais organizados do Rio, uma bateria formada em casa e um público maravilhoso.

2 - O Bangalafumenga é banda, bloco de carnaval, oficina de percussão... Explique como funcionam essas atividades, por favor.
Se você tem uma gravadora dando suporte tudo fica mais fácil. O Banga nunca teve. Tudo o que fizemos foi pra manter o grupo unido: roda de samba, casamento, tocamos até pra uma fila. Pra aumentar a bateria, começamos a ensinar, alugamos uma casa e a família não para de crescer. Somos uma geração que não espera a coisa acontecer. Fé no leme que a reta é curva. 



3 - O Banga congrega vários artistas, muitos com uma carreira solo. Como é conciliar carreiras paralelamente?
O Banga é prioridade. Às vezes temos que recusar alguma proposta de trabalho por conta de alguma apresentação minha já agendada. Não temos um time reserva e eu sou muito ciumento pra deixar o Banga ir pra estrada sem mim. Mas o verão é do Banga. Ninguém consegue fazer outra coisa. Quanto ao repertório, sei quando estou compondo pro Banga, a intenção é diferente.

4 - "Barraco dourado" é o segundo disco do bloco. Por que demorou tanto tempo entre um disco e outro?
De 2001 pra cá muita coisa aconteceu. Viramos pequenos empresários. Hoje temos uma equipe e podemos nos concentrar novamente na música. O trabalho diário durante quase oito anos fez do Banga um bloco muito charmoso.

5 - Com a proximidade do Carnaval, quais são os planos?
Este ano vamos fazer do nosso pré-Carnaval, na Fundição Progresso (Rio de Janeiro), o lançamento do CD. Sexta de Carnaval, o Banga toca em Portugal (Casa da Música/Porto). Domingo de Carnaval, desfilamos no Horto (bairro da Zona Sul do Rio). Depois vai ter uma ressaca na Fundição. O repertório vai misturar canções dos dois discos e clássicos dançantes.

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